- Nós duas somos sempre muito marcadas. Primeiro temos que conseguir jogar com todas as meninas, porque sempre estamos muito marcadas. Vamos encontrar dificuldades, mas estamos acostumadas com isso. Vamos fazer o melhor que pudermos.
As meninas do Minas são as rainhas do tie-brake, o quinto set. Ao todo, o Minas venceu sete partidas no quinto set. É o único time da Superliga masculina e feminina que ainda não perdeu no tie-brake. As cubanas afirmam que o segredo é que o time está mais preparado que os outros.
- Quando jogamos o set tie-brake ganhamos todos porque temos força. Estamos bem preparadas, fisicamente, mentalmente. Não é sorte. Tem um trabalho físico, um trabalho mental, psicológico. Você tem que ter capacidade para chegar ao tie-brake e jogar equilibrado, com a mesma força do primeiro set. Tem time que não aguenta, não sei se é a preparação, a mentalidade. Bola que elas não erram, passam a errar por causa do cansaço, afirma a oposta
Daymi, que tem a melhor defesa da Superliga.
As meninas do Minas são as rainhas do tie-brake, o quinto set. Ao todo, o Minas venceu sete partidas no quinto set. É o único time da Superliga masculina e feminina que ainda não perdeu no tie-brake. As cubanas afirmam que o segredo é que o time está mais preparado que os outros.
- Quando jogamos o set tie-brake ganhamos todos porque temos força. Estamos bem preparadas, fisicamente, mentalmente. Não é sorte. Tem um trabalho físico, um trabalho mental, psicológico. Você tem que ter capacidade para chegar ao tie-brake e jogar equilibrado, com a mesma força do primeiro set. Tem time que não aguenta, não sei se é a preparação, a mentalidade. Bola que elas não erram, passam a errar por causa do cansaço, afirma a oposta
Daymi, que tem a melhor defesa da Superliga.
Para Daymi, a vida difícil em Cuba ajudou na preparação das atletas. Ela garante que as dificuldades serviram para fortalecê-las fisicamente e mentalmente.
- Eu falo por nós duas. Nós estamos mais preparadas fisicamente. Em Cuba, treinamos muito mais que aqui, é diferente. Não é segredo para ninguém que temos uma situação política diferente de todo o mundo. Para mim é muito difícil. Não temos estrutura, não temos condições. E ainda somo um país de terceiro mundo com resultados de primeiro mundo no esporte. E isso, passando todas as dificuldades, pouca alimentação, sapato, roupa. Isso afeta o atleta. Mas nós cubanos, ultrapassamos tudo isso. Crescemos assim. Se não tem o que comer, não importa, vamos treinar assim mesmo. Tem goteira na quadra, secamos e seguindo. Não paramos por nada. Isso nos prepara para o esporte e para a vida.
Maior pontuadora da Superliga, com 409 pontos, Herrera afirma que a maior qualidade da equipe do Minas é que o time não desiste nunca.
- Nós estamos bem preparadas, vamos fazer o melhor em quadra. Somos uma equipe muito unida, muito guerreira. Sempre lutamos em quadra. Se perdemos um set, vamos buscar nos outros. Nunca nos damos por vencidas. Não desistimos, não abaixamos a cabeça. Jogamos até o final.
As cubanas mostram que estão mordidas com o favoritismo das outras equipes. Daymi disse ter ouvido que os outros três times, Osasco, Vôlei Futuro e Rio de Janeiro eram os favoritos ao título, e que o Minas corria por fora.
- Acho que é uma briga difícil. No nosso jogo contra o Sesi, falaram que Osasco, Rio de Janeiro e Vôlei Futuro estavam favoritos ao título, e que Minas corria por fora. Eu vejo assim, nosso time, o investimento pode ser menor que o delas, de ‘estrelas’ pode ser o que menos tenha. Mas a vontade de ganhar nós temos. Vamos jogar com tudo, vamos acreditar. Aqui não tem jogadoras da seleção, mas são jogadoras guerreiras, que tem ambição de ganhar, de conquistar algo que esse time nunca conquistou. Isso é o que importa. A última palavra é dentro de quadra, no jogo, ponto a ponto, set a set. Nunca pensar que está perdido, não tem nada perdido.
Saudades de casa
As cubanas tiveram que deixar o país de origem para continuar a jogar vôlei. Em Cuba, elas só treinam e jogam quando estão na seleção e são proibidas de jogar em outros países. Elas já estão há algum tempo longe de casa e contam do que sentem saudades.
- Eu falo por nós duas. Nós estamos mais preparadas fisicamente. Em Cuba, treinamos muito mais que aqui, é diferente. Não é segredo para ninguém que temos uma situação política diferente de todo o mundo. Para mim é muito difícil. Não temos estrutura, não temos condições. E ainda somo um país de terceiro mundo com resultados de primeiro mundo no esporte. E isso, passando todas as dificuldades, pouca alimentação, sapato, roupa. Isso afeta o atleta. Mas nós cubanos, ultrapassamos tudo isso. Crescemos assim. Se não tem o que comer, não importa, vamos treinar assim mesmo. Tem goteira na quadra, secamos e seguindo. Não paramos por nada. Isso nos prepara para o esporte e para a vida.
Maior pontuadora da Superliga, com 409 pontos, Herrera afirma que a maior qualidade da equipe do Minas é que o time não desiste nunca.
- Nós estamos bem preparadas, vamos fazer o melhor em quadra. Somos uma equipe muito unida, muito guerreira. Sempre lutamos em quadra. Se perdemos um set, vamos buscar nos outros. Nunca nos damos por vencidas. Não desistimos, não abaixamos a cabeça. Jogamos até o final.
As cubanas mostram que estão mordidas com o favoritismo das outras equipes. Daymi disse ter ouvido que os outros três times, Osasco, Vôlei Futuro e Rio de Janeiro eram os favoritos ao título, e que o Minas corria por fora.
- Acho que é uma briga difícil. No nosso jogo contra o Sesi, falaram que Osasco, Rio de Janeiro e Vôlei Futuro estavam favoritos ao título, e que Minas corria por fora. Eu vejo assim, nosso time, o investimento pode ser menor que o delas, de ‘estrelas’ pode ser o que menos tenha. Mas a vontade de ganhar nós temos. Vamos jogar com tudo, vamos acreditar. Aqui não tem jogadoras da seleção, mas são jogadoras guerreiras, que tem ambição de ganhar, de conquistar algo que esse time nunca conquistou. Isso é o que importa. A última palavra é dentro de quadra, no jogo, ponto a ponto, set a set. Nunca pensar que está perdido, não tem nada perdido.
Saudades de casa
As cubanas tiveram que deixar o país de origem para continuar a jogar vôlei. Em Cuba, elas só treinam e jogam quando estão na seleção e são proibidas de jogar em outros países. Elas já estão há algum tempo longe de casa e contam do que sentem saudades.
- Saudades da minha família. Senti falta do meu marido. Ele demorou para vir e isso me afetou bastante. Minha companheira Daymi me ajudou muito nisso. Senti muito porque minha avó, que me criou em Cuba, morreu quinze dias depois que eu cheguei aqui, afirmou Herrera.
Já Daymi conta que sente saudades de passear em Havana e da família.
- Tenho saudades da minha família. Mas estou um pouco mais acostumada que ela porque sempre fiquei separada deles. Tenho saudade de andar em Havana, de caminhar na cidade. Eu me sentia, é um pouco contraditório, livre e presa ao mesmo tempo lá. Fiquei muito tempo pensando, tensa para poder voltar a jogar. Fiquei dois anos parada. Voltei a treinar, a jogar, mas pensei que poderia perder tudo isso. Mas quando saía para caminhar, esquecia de tudo. Então, sinto saudade disso, do mar, de Cuba, e da minha família também.
Herrera ficou sozinha no Brasil por um tempo, antes de ter a amiga como companheira de clube. Ela conta que nem gosta de lembrar esse tempo.
- Nem quero lembrar isso. Foi muito ruim. Chorava todos os dias. Foi uma grande notícia quando soube que ela poderia vir para ficar comigo. Para mim tem sido muito legal. Agora está muito melhor do que a primeira temporada, que eu fiquei sozinha aqui. Uma ajuda a outra.
Daymi garante que está bem adaptada ao Brasil e que já fez muitos amigos.
- Muito legal. Já tinha vindo em 2004 e 2007, já conhecia as pessoas, tenho amigas da seleção também. Brasil me acolheu muito bem. Tenho muitos amigos, já são duas temporadas. É muito bom, tenho muitos amigos. Não falta carinho.
Herrera ficou sozinha no Brasil por um tempo, antes de ter a amiga como companheira de clube. Ela conta que nem gosta de lembrar esse tempo.
- Nem quero lembrar isso. Foi muito ruim. Chorava todos os dias. Foi uma grande notícia quando soube que ela poderia vir para ficar comigo. Para mim tem sido muito legal. Agora está muito melhor do que a primeira temporada, que eu fiquei sozinha aqui. Uma ajuda a outra.
Daymi garante que está bem adaptada ao Brasil e que já fez muitos amigos.
- Muito legal. Já tinha vindo em 2004 e 2007, já conhecia as pessoas, tenho amigas da seleção também. Brasil me acolheu muito bem. Tenho muitos amigos, já são duas temporadas. É muito bom, tenho muitos amigos. Não falta carinho.
Fonte: Globoesporte.com

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